Muita gente me pergunta como começar as atividades com os filhos e como eu encaixei isso na nossa rotina. A verdade é que não foi tudo de uma vez: as atividades foram mudando conforme a Emily crescia, sempre respeitando a fase e o desenvolvimento dela.
Pra ficar mais claro, vou contar como foi em cada etapa.
Até 1 ano: foco no motor
Até 1 ano, eu focava muito mais em atividades motoras, tanto grossas quanto finas. Eram propostas bem simples, que ajudavam no desenvolvimento dos movimentos, na coordenação, na exploração e também na concentração e no foco. Nada complexo — só estímulos adequados para um bebê.
Depois de 1 ano: sensorial e encaixes
Passado o primeiro ano, começamos atividades mais sensoriais, com músicas, encaixes e estímulos voltados para a coordenação fina. É a fase de explorar texturas, sons e de começar a usar as mãozinhas com mais intenção.
A partir de 1 ano e 6 meses: reconhecimento
Aqui introduzi atividades bem iniciais de reconhecimento: cores, pareamento de imagens e noções de opostos, como grande e pequeno. Tudo de forma muito leve e, principalmente, através da brincadeira — sem nenhuma cobrança.
Aos 2 anos: propostas mais estruturadas
Agora, aos 2 anos, começamos propostas um pouco mais estruturadas. A gente senta junta para fazer pequenas atividades de pré-alfabetização, trabalhar formas, letras e habilidades de pré-escrita. Continua leve, mas com um pouco mais de direcionamento.
O objetivo nunca foi acelerar etapas
Esse é o ponto mais importante de tudo: o objetivo nunca foi acelerar etapas. Eu só acredito muito em aproveitar a janela da primeira infância, quando o cérebro está extremamente aberto a novas experiências, conexões e aprendizados.
E não é só sobre o conteúdo em si. As atividades também desenvolvem habilidades importantes para a vida: concentração, criatividade, resolução de problemas, autonomia e persistência.
Minha filha ama aprender. E eu acho que isso acontece justamente porque, até aqui, aprender sempre esteve associado a um momento junto comigo e à brincadeira — nunca a uma obrigação.
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